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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

TÊNUE SOLIDÃO


por Flávio Alves Silva
Toques, cada vez mais indolentes... Olhares, cada vez mais dispersos... Sorrisos, cada vez mais aparentes... Carinhos, cada vez mais escassos... Os abraços rarearam, e o apego desapareceu. Mesmo assim, eu ainda me sinto amado. As doces palavras sumiram... O brilho antes tão presente, está longe; O desejo ardente se perdeu. Mesmo assim, eu ainda me sinto amado. distante e ausente. Carícias e juras de amor, hoje apenas; O afago, antes, tão bem-vindo, agora é mais ofensa que presente... nos confins mente. Sem forças para reagir meu, pobre e tolo... Mesmo assim eu ainda me sinto amado. Quando anoitece o desespero numa alquimia perigosa. se mistura com a solidão, de encontrá-la... coração pulsa de forma morosa. E, ainda assim, eu me sinto amado. Amanhã vou sair com uma, vaga, esperança Se, nos lábios, não posso mais tocá-la... Mas, como dizer-lhe tudo o que tenho sentido, aqui no peito, Como vou clamar pelos seus beijos? se nos olhos, não posso mais fitá-la... que eu ainda me sinto amado. Às vezes; (sempre) me agarro às mínimas ilusões... E é por isso; (só por isso) ...

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