por Flávio Alves Silva
Toques, cada vez mais indolentes... Olhares, cada vez mais dispersos... Sorrisos, cada vez mais aparentes... Carinhos, cada vez mais escassos... Os abraços rarearam, e o apego desapareceu. Mesmo assim, eu ainda me sinto amado. As doces palavras sumiram... O brilho antes tão presente, está longe; O desejo ardente se perdeu. Mesmo assim, eu ainda me sinto amado. distante e ausente. Carícias e juras de amor, hoje apenas; O afago, antes, tão bem-vindo, agora é mais ofensa que presente... nos confins mente. Sem forças para reagir meu, pobre e tolo... Mesmo assim eu ainda me sinto amado. Quando anoitece o desespero numa alquimia perigosa. se mistura com a solidão, de encontrá-la... coração pulsa de forma morosa. E, ainda assim, eu me sinto amado. Amanhã vou sair com uma, vaga, esperança Se, nos lábios, não posso mais tocá-la... Mas, como dizer-lhe tudo o que tenho sentido, aqui no peito, Como vou clamar pelos seus beijos? se nos olhos, não posso mais fitá-la... que eu ainda me sinto amado. Às vezes; (sempre) me agarro às mínimas ilusões... E é por isso; (só por isso) ...
Esse blog, pretensiosamente, destina-se a todos aqueles que são amantes das palavras e buscam por uma leitura agradável, com um conteúdo totalmente autoral e livre. À memória de Severina Alves de Souza, minha amada mãe que sempre me incentivou a escrever e, acima de tudo, a compartilhar esse universo maravilhoso das estórias, contos e relatos sobre a vida com outras pessoas.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2018
TÊNUE SOLIDÃO
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