HERMANN HESSE, O AUTOR QUE,TALVEZ, MELHOR RETRATOU CADA FASE DE SUA VIDA. NESSA OBRA, ELE ENVEREDA PELA CULTURA HINDO, DE MANEIRA VANGUARDISTA.
O jogo das contas de vidro começa com um ensaio de introdução popular à história em que a comunidade de Castalia e o seu jogo de avelórios são apresentados. Em Castália procura-se desenvolver uma nova linguagem. Logo a seguir começa o livro propriamente dito com a descrição, ao longo de doze capítulos, da biografia do Magister Ludi, José Servo. O livro termina com as poesias e um relato sobre as obras póstumas de José Servo, que remetem a três encarnações anteriores do Magister.
Nos seus primeiros tempos em Castália é nomeado para ser seu representante nas discussões com Designori, pessoa do mundo secular que defende a vida do homem fora de elitismos de sabedoria tais como são vividos em Castália, com constantes críticas à mesma, firmemente mas amigavelmente rebatidas por Knecht. Após a sua formação, Knecht parte em viagem pelo reino de Castália (cuja Ordem tem instalações em vários sítios da nação), aprofundando os seus conhecimentos, tomando contacto com um sábio ostracizado por Castália pelo seu excesso de misticismo, a quem chamam de O Irmão Mais Velho, aprendendo com ele novas perspectivas sobre o conhecimento e a sabedoria.Sem os arroubos das obras anteriores do autor, O JOGO... exige folego, e algumas centenas de outras obras já lidas. Indico para leitores que adoram um desafio, assim como eu.

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