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UM BRINDE PARA O SENHOR MONÓLOGO

                                                                                                                                      ...

sábado, 22 de dezembro de 2018

CHAGA & REGAÇO

por Flávio Alves Silva


O ar úmido, as poças...
a greda indiferente sobe
pelas ventas dilatadas,
enquanto o Rei dorme tranquilo,
sob o manto enfunado.
Todas as cores numa só.
As crianças, que nunca param quietas,
refugiam-se pelos cantos...
Todas as sensações contidas, vociferam.
O silêncio dos olhos, perdidos,
tão longe, que não querem voltar...
Tão forte que eu jamais...
Tão perto que eu jamais...
Eu ouço seu coração bater...
Me perdoe, por chorar sobre o seu retrato.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

The Cure - Boys Don't Cry


would say I'm sorry
If I thought that it would change your mind
But I know that this time
I have said too much, been too unkind

I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry

I would break down at your feet
And beg forgiveness, plead with you
But I know that it's too late
And now there's nothing I can do

So I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry

I would tell you that I loved you
If I thought that you would stay
But I know that it's no use
That you've already gone away

Misjudged your limits
Pushed you too far
Took you for granted
I thought that you needed me more

Now I would do most anything
To get you back by my side
But I just keep on laughing
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry
Boys don't cry

TELA




por Flávio Alves Silva




As flores murcham à míngua,
enquanto a chuva cai.
O clima se torna lento e suave
e a paisagem que era rude,
sob o fino lençol, frágil, se retrai.
Tenho uma rosa nas mãos,
aperto-a contra o peito e penso em ti.
Enuncia-se mais uma estação...
No reflexo das águas cristalinas, eu juro, teus olhos vi.
Se foi a chuva,
foi-se também a acalma e a mensagem...
Se foi o vento, levando consigo
o a lento e a imagem.
Eu, que nunca quis chegar até
as estrelas; hoje peço para ser uma qualquer...
Na imensidão do espaço infinito,
onde meus gritos não ouves,
sou uma lembrança que ninguém quer.
Nó passado;
enlaço futuro?
Quem sabe, talvez, numa outra dimensão
as flores suportem mais a dor
que traz a solidão em dias calados,
mas não mudos.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

UMA LEITURA QUE EXIGE RESILIÊNCIA, POR SUA SINGULARIDADE




HERMANN HESSE, O AUTOR QUE,TALVEZ, MELHOR RETRATOU CADA FASE DE SUA VIDA. NESSA OBRA, ELE ENVEREDA PELA CULTURA HINDO, DE MANEIRA VANGUARDISTA.




O jogo das contas de vidro começa com um ensaio de introdução popular à história em que a comunidade de Castalia e o seu jogo de avelórios são apresentados. Em Castália procura-se desenvolver uma nova linguagem. Logo a seguir começa o livro propriamente dito com a descrição, ao longo de doze capítulos, da biografia do Magister Ludi, José Servo. O livro termina com as poesias e um relato sobre as obras póstumas de José Servo, que remetem a três encarnações anteriores do Magister.
Nos seus primeiros tempos em Castália é nomeado para ser seu representante nas discussões com Designori, pessoa do mundo secular que defende a vida do homem fora de elitismos de sabedoria tais como são vividos em Castália, com constantes críticas à mesma, firmemente mas amigavelmente rebatidas por Knecht. Após a sua formação, Knecht parte em viagem pelo reino de Castália (cuja Ordem tem instalações em vários sítios da nação), aprofundando os seus conhecimentos, tomando contacto com um sábio ostracizado por Castália pelo seu excesso de misticismo, a quem chamam de O Irmão Mais Velho, aprendendo com ele novas perspectivas sobre o conhecimento e a sabedoria.Sem os arroubos das obras anteriores do autor, O JOGO... exige folego, e algumas centenas de outras obras já lidas. Indico para leitores que adoram um desafio, assim como eu.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

The Doors - Touch Me (Live)





Come on, come on
Come on, come on
Now, touch me, babe
Can't you see that I am not afraid?
What was that promise that you made?
Why won't you tell me what she said?
What was that promise that you made?

Now, I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I

Come on, come on
Come on, come on
Now, touch me, babe
Can't you see that I am not afraid?
What was that promise that you made?
Why won't you tell me what she said?
What was that promise that you made?

I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I

I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I



sábado, 8 de dezembro de 2018

REMISSÃO OU CULPA? DIFÍCIL ESCOLHER...





ESCRITO HÁ MAIS DE UM SÉCULO E MEIO, E AINDA ASSIM, RETRATA DE MANEIRA ASSUSTADORA MUITAS DAS MAZELAS QUE ASSOLAM O SER HUMANO NOS DIAS ATUAIS. NARRATIVA PRECISA E UNIVERSAL.



Publicado em 1866, Crime e Castigo é nono romance do autor e conta a história de Ródion Ramanovich Raskolnikov, um pobre estudante que mata a golpes de machado uma velha agiota a quem deve dinheiro e por quem se sente explorado. Aliena Ivánovna humilha e tortura psicologicamente os clientes desesperados de quem cobra juros astronômicos e por quem não demonstra qualquer piedade. Raskolnikov convence a si mesmo de que não é tão errado matar uma pessoa tão maldosa, de quem o mundo não sentirá falta. O crime, no entanto, inesperadamente torna-se um duplo homicídio quando Raskolnikov é surpreendido pela presença de Lisavieta, irmã mais nova da vítima, que também é morta com golpe de machado. Apesar de escapar impune, o personagem começa a sofrer com a culpa e com a tensão dos seguidos interrogatórios feitos pelo juiz do caso.
É uma história que debate a moral e questiona os homens tomando decisões acima da legalidade.